Corsan Mostra A Sua Estrutura À Comunidade

A Companhia Riograndense De Saneamento (Corsan) Organizou, Durante Toda A Manhã Da Última Quinta-Feira, 24, Uma Visita Para Explanar Os Serviços Prestados


A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) organizou, durante toda a manhã da última quinta-feira, 24, uma visita para explanar os serviços prestados pela empresa, tal como apresentação de suas instalações de abastecimento de água e tratamento de esgoto no Município. Mais de 40 pessoas receberam o convite para participar da atividade, entre os convidados estavam o prefeito Fábio Branco, os secretários municipais, os vereadores, representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e da Câmara de Comércio e a imprensa. No entanto, além de funcionários da companhia, apenas o vereador Cláudio Costa (PT) e o empresário Clóvis Klinger, representando a CDL e a Câmara de Comércio, prestigiaram o evento.


Para percorrer as diversas instalações da Corsan, a companhia disponibilizou um ônibus, que saiu da sua sede central, na rua Vice-Almirante Abreu, e fez a primeira parada na Coordenadoria Geral da empresa em Rio Grande, na rua Altamiro Lacerda, s/n°, no bairro Hidráulica. No local, o engenheiro Humberto Sório apresentou aos visitantes o mais antigo reservatório de água instalado no Município. Com data de 1864, a estrutura importada da Inglaterra está em pleno funcionamento e, de acordo com o chefe da unidade da Corsan em Rio Grande, engenheiro Sérgio Freire, abastece quase 4 mil residências nos bairros ao redor. O reservatório possui 1.5 mil metros cúbicos construídos com ferro fundido e 24 colunas metálicas. Freire também explicou que a estrutura está sendo reformada pela companhia, que deverá manter o padrão original, montado pelos ingleses. Além do reservatório, a coordenadoria compreende a área de manutenção, área operacional, oficina mecânica e armazenamento de material para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


O percurso da água


A seguir, o ônibus percorreu a estrada da Palma até a divisa do Rio São Gonçalo, entre o Rio Piratini e Lagoa Mirim, de onde vem toda a água que abastece o Município. De lá, até a estação de tratamento de água, situada na ERS-734, a água percorre 28 quilômetros em canal aberto e canalizações de 1.200 milímetros de diâmetro e 4 quilômetros de comprimento. Conforme o técnico de tratamento, Júlio Mastroiano, foram movimentados 1,6 milhão de metros cúbicos de terra para montar a estrutura, por onde passam 66 mil metros cúbicos de concreto declinado. A profundidade do canal varia de 2,10m a 3,9m. Em toda a extensão do percurso das águas, estão dispostas três quedas de água para agilizar o processo, além disso, a água passa por duas estações de recalque, onde é bombeada.


De acordo com o chefe do departamento comercial, Edson Negrão, se largarmos um isopor no primeiro recalque, onde a água é bombeada no começo do percurso, ele chegará à estação de tratamento em aproximadamente sete horas. O chefe do departamento de operações e manutenção, engenheiro Mário Silva, salientou que as estações de recalque são todas automatizadas, controladas quase totalmente pela sede da companhia, via rádio, por computadores. Atualmente, apenas um funcionário trabalha nos dois locais e a expectativa é de que, em um futuro próximo, as estações sejam controladas apenas por computadores.


A limpeza geral do canal é feita em um intervalo de cinco anos por escavadeiras, com pequenas intervenções. Conforme Mastroiano, a limpeza não interfere na qualidade da água, pois, posteriormente, ela será tratada. No entanto, se a limpeza não for feita periodicamente, os limos que se formam na volta do canal acabam interferindo na velocidade do percurso da água. Os visitantes conferiram também o trecho por onde o canal faz uma transposição por baixo da BR-392, próximo à Vila da Quinta, por onde passam cerca de mil litros de água por segundo.


Estação de tratamento da água


Após os 24 quilômetros percorridos, a água finalmente chega à estação de tratamento, onde passa por um processo inicial de pré-tratamento, através de um sistema de gradeamento. Depois, a água passa por uma subestação de energia até chegar ao bloco hidráulico, onde receberá dosagens de cloro, cal, ácido círico fluorido e sulfato de alumínio. Além disso, são realizadas análises de ph, flúor, cor, turbidez, odor, gosto entre outras. A seguir, a água será filtrada passando por oito filtros de 60 metros quadrados, até chegar às bombas que distribuem automaticamente a água para os 50 pontos de abastecimento da Corsan, conforme o técnico Joel Freitas.


O último processo realizado pela adutora é o controle de qualidade. De acordo com Mastroiano, mensalmente, a companhia recolhe 129 amostras de água em pontos aleatórios da cidade. Quando a água recolhida da casa do consumidor chega ao laboratório, o processo leva 24 horas, até sair o resultado que detecta se há bactéria patogênica na água ou não.

 

Estação de tratamento de esgoto


O tour também passou pela estação de tratamento de esgoto da companhia, situada próximo ao Parque Marinha. Uma área de 165 hectares com capacidade para tratar um volume de 300 mil metros cúbicos que chega in natura ao local e, após um amplo processo de tratamento, é devolvido à natureza pelo Arroio Martins. O engenheiro responsável pela estação realizou um teste com amostras do esgoto e constatou que a água devolvida é mais pura que a água do arroio. A Corsan conta com outras duas estações de tratamento de esgoto menores no Cassino e no bairro Navegantes.


Consumo


De acordo com o engenheiro Humberto Sório, uma pessoa consome 200 litros de água por dia, o equivalente a um gasto diário de R$ 0,42, ou R$ 162,20 por ano. A Corsan distribui água para 218 mil habitantes (99% da população), em 66 mil casas no Município. O lucro anual da empresa em Rio Grande é superior a R$ 33 milhões. Além de todos os gastos com a manutenção do sistema, PAC e BNDS, a companhia gera 153 empregos diretos. Humberto também informou que as estações de tratamento de esgoto atualmente atendem apenas 35% da cidade. Segundo ele, já está previsto o investimento de R$ 20 milhões para a ampliação da rede de esgoto sanitário.

 

 


Tatiane Fernandes

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