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Investir em gestão da água traz resultados para as indústrias e valor à imagem delas

As empresas passaram a conduzir Programas de Gestão de Recursos Hídricos, que envolvem projetos de reúso, redução de perdas e racionalização de uso. E já alcançaram objetivos com estas ações, sejam financeiros, ambientais, produtivos, entre outros


Investir em gestão da água traz resultados para as indústrias e valor à imagem delas

As empresas passaram a conduzir Programas de Gestão de Recursos Hídricos, que envolvem projetos de reúso, redução de perdas e racionalização de uso. E já alcançaram objetivos com estas ações, sejam financeiros, ambientais, produtivos, entre outros. “Os resultados obtidos são a redução de despesas com o custo da água por conta da menor utilização do recurso” – afirma a engenheira Luciane Prado Rocha Lopes, diretora administrativa e de projetos da Fusati. 
A gestão da água, inclusive dentro das indústrias, passou a ter destaque pelas vantagens que traz. As empresas investem uma porcentagem do orçamento com Programas de Gestão de Recursos Hídricos. “Dependendo da indústria, há investimentos da ordem de USD 10 milhões de Opex, uma quantia considerável, que se pagam em poucos anos de operação” – cita Sylvio Andraus, diretor de projetos e serviços para América Latina da Suez Water Technologies & Solutions.
“A porcentagem do orçamento gasto em Programas de Gestão de Recursos Hídricos varia de acordo com a realidade da empresa, as diretrizes estratégicas da direção, políticas socioambientais e certificações que a indústria possui” – diz Luciane.
A porcentagem está ligada a algumas variáveis e à responsabilidade da empresa, as quais podem ser quantificadas em números e também atribuídas a valores qualitativos. 
“No entanto, há necessidade de interface entre essas variáveis, pois elas são resultantes do controle de uso e da recuperação e conservação em condições satisfatórias para os seus múltiplos usuários e de forma compatível com a eficiência e o desenvolvimento equilibrado e sustentável da região” – explica Verena Fernandes, gerente de desenvolvimento de negócio da Veolia Water Tecnologies.

Água: economia de 50%
A economia na água de abastecimento é o resultado das ações de gestão da água pelas empresas. “A economia na água de abastecimento vai de 15% a 50%. O que influencia na economia é a quantidade de recurso (água) passível de ser reutilizada, o investimento em infraestrutura e quais projetos serão implantados” – diz Luciane.
“Depende do tipo de indústria e tipo de aplicação, mas, obviamente, qualquer investimento em soluções de otimização dos recursos hídricos passa por uma análise do custo de capital a investir e quanto vai se economizar no tempo, além dos riscos associados” – afirma Andraus. O estudo deve levar em conta também o Capex (ativo) e o Opex (operação, manutenção e insumos). 
Um modelo a ser seguido em todo o mundo, citado por Verena, é o da Nestlé, que reduziu o seu consumo de água em 33% nos últimos dez anos, chegando a 50% nas plantas, inclusive, quando sua produção mundial foi aumentando. “A Veolia é uma das principais fornecedoras de tecnologia da Nestlé para projetos de reúso, denominado  “Zero Água”. Esta é uma entre as mais de 370 iniciativas empreendidas em todas as suas fábricas. Gesto que, sem margem a dúvidas, está fazendo importante contribuição à preservação dos recursos hídricos do planeta” – destaca.

O que mudou
A adoção dos Programas de Gestão de Recursos Hídricos trouxe mudanças que foram sentidas pelas empresas. “Uma demanda por projetos e estações de tratamento mais eficientes que apresentem reduções de custos e conscientização cada dia maior dos funcionários e de toda a comunidade em geral com a importância da proteção do meio ambiente. Além de empresas mais sustentáveis, com melhores resultados e comprometidas com a saúde de todos” – aponta Luciane. 
A principal mudança, segundo Verena, foi a integração dos departamentos na busca de melhorias em diversas frentes da empresa. “Empresas que adotam essa gestão avaliam em conjunto uma tomada de decisão, atrelando não apenas o Capex – Capital Expenditure – do projeto, mas, principalmente, o Opex – Operational Expenditure –  para melhor viabilidade e retorno de benefício” – diz.
“A economia em dinheiro, melhora da imagem da empresa e o valor agregado no seu produto, especialmente no que se refere ao desenvolvimento sustentável da empresa. Ter uma produção sustentável significa, inclusive, manter o ritmo de produção, mesmo numa eventual escassez de água” – salienta Andraus, da Suez.

Investir em gestão da água traz resultados para as indústrias e valor à imagem delas

Valor à imagem 
Andraus enfatiza os benefícios obtidos da melhora da imagem da empresa no mercado. “Uma empresa que está atenta à importância da otimização e valorização do uso da água repercuti no mercado a seriedade e o domínio de seus processos industriais” – ressalta. 
Os stakeholders dentro das empresas são envolvidos na elaboração de programas para a gestão de recursos hídricos. “Os principais resultados são menos riscos de multas ambientais, porque são mapeadas todas as correntes e certificadas em atendimento às normas vigentes. Melhores índices KPI – Key Performance Indicators, indicadores-chave de desempenho, trazendo melhorias em performance e até aumento de receita, por meio do uso racional de recursos, como energia, matéria-prima etc. O valor à imagem da empresa, com foco em sustentabilidade, demonstrando o compromisso e os valores associados às autoridades públicas e à sociedade” – destaca Verena, da Veolia. 
Luciane, da Fusati, explica que as empresas precisam se adequar aos Termos de Aceitação de Recebimento de Efluentes no Sistema de Coleta e Tratamento de Esgotos, o que, se não for ajustado, pode trazer custos bem elevados com o lançamento dos efluentes, visto que não são todas as empresas que possuem um corpo hídrico próximo para lançá-los. “Sem contar os aspectos de sustentabilidade com o comprometimento do uso consciente de um recurso tão indispensável que é a água. E os aspectos produtivos, a indústria tem à sua disposição o recurso água para uso, mesmo em épocas de racionamento, o que. em alguns casos. é um grande diferencial” – avalia.

Desafios
Problemas e dificuldades que as empresas ainda enfrentam hoje no tratamento de água para reúso interno e antes de seu lançamento na rede de esgotos. “Os problemas e dificuldades ainda enfrentados são na escolha de um bom projeto condizente com a realidade do cliente, que considere as particularidades de cada empresa, além dos custos que alguns projetos apresentam” – analisa Luciane. 
O aumento da eficiência no setor empresarial brasileiro mediante o consumo e a busca do reúso para a preservação de recursos hídricos é perceptível. No entanto, de acordo com Verena, a maior dificuldade está ainda na gestão desses recursos e em avaliar os riscos pela: 
- probabilidade (a); 
- e identificação da exposição e vulnerabilidade (b); 
- o que resulta na estimativa do risco a x b para ponderar as reais necessidades e tratamento eficaz. 
“O que limita as empresas em obter uma estratégia eficiente para a tomada de decisão, seja na definição de tecnologias e instrumentos, na seleção de fornecedores para que obtenha expertise e soluções que assegurem a implementação e o monitoramento desses sistemas dentro da empresa” – explica Verena. 

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Recuperação
O tratamento de água industrial recupera a qualidade da água, seja para reúso direto, indireto ou reciclagem. “O que determina o tipo de tratamento a ser utilizado é a finalidade que água será destinada e a qualidade da fonte de água. Trabalhamos sempre com projetos personalizados, dimensionados e pautados na necessidade e realidade do cliente” – salienta Luciane, da Fusati.Depende do segmento da indústria, da fonte e respectiva qualidade da água e  da aplicação. “Um pré-tratamento por decantação ou flotação, dependendo das características da água de alimentação do sistema, filtração aberta ou a pressão com leitos filtrantes, assim como ultrafiltração por membranas sintéticas. Tratamentos complementares, por exemplo, membranas por osmose reversa, polimento de troca iônica por resinas e flotação por ar dissolvido” – cita Andraus sobre os possíveis tratamentos utilizados hoje. 
Não há uma rota única ou método exclusivo para tratamento e reúso de água. “Depende da procedência, o que diferencia suas características físico-químicas e sua tratabilidade para o alcance de qualidade exigida perante a legislação brasileira ou por normas internacionais ou mesmo pelo cliente, podendo ser utilizada para diversas finalidades, que não sejam o consumo humano” – explica Verena. Ela cita a Política Nacional de Recursos Hídricos, Lei 9.433 de 1997, como uma das leis brasileiras.

Aplicações 
As águas de reúso são usadas na lavagem de pátio, pré-lavagem de máquinas, descargas em vasos sanitários, retorno aos fluxos de processos de fabricação/produção industrial, água desmineralizada para alimentar caldeiras, água de reposição para torres de resfriamento, rega e limpeza e outros fins não potáveis. 
As aplicações estão atreladas às legislações que delimitam o ponto de uso e seus parâmetros limites. “Muitas indústrias têm planos de sustentabilidade com foco em melhoria em índices – KPIs, onde são mapeadas as correntes de abastecimento e seu consumo em cada etapa. Por esse mapeamento, é feito um balanço de ‘água’ e o potencial para sua recuperação e minimização de consumo” – ressalta Verena. No geral, segundo ela, a maior aplicação de águas recuperadas são em áreas de utilidades, como abastecimento de make-up para caldeiras e torre de resfriamento, visto que são essas etapas um dos maiores contribuintes no consumo industrial.

Digital e integrado
Os tratamentos de água e efluentes têm operação manual ou automática de acordo com a necessidade do cliente e budget de investimento para o projeto. “Os avanços tecnológicos incluem melhoramento do processo e redução de custo otimizada conforme a realidade do cliente. Os processos de tratamento vão desde convencionais/básicos, como filtração, até os tratamentos mais avançados, como membranas” – ressalta Luciane. 
Mas hoje a maioria dos sistemas é automatizada, carregada e operada por um painel lógico de controle. “Por meio dele, as principais etapas, subsistemas e respectivos instrumentos de operação e controle do processo de tratamento estão conectados a um servidor central da indústria, por onde todos os dados e parâmetros de controle são transmitidos e cessados em tempo real” – explica Andraus. 
Atualmente, o que tem de mais avançado são os sistemas de controle digital. “Com eles, os principais parâmetros de controle, operação e manutenção da planta são monitorados a distância pelo próprio fornecedor do sistema de tratamento, permitindo ao usuário final ter melhor controle e agilidade nas intervenções de rotina e de emergência” – destaca Andraus.
As indústrias vêm otimizando suas operações na busca da indústria 4K. “São cada vez mais solicitadas tecnologias, automatizadas e parametrizadas com instrumentação que proporcionam a visualização online de performance do sistema e sua operação remota. A Veolia, por ser uma empresa que tem como visão o gerenciamento, otimização e aproveitamento ao máximo de seus recursos, oferece em suas tecnologias sistemas integrados” – conta Verena, sendo a Aquavista a plataforma disponível da Veolia. 

Contato das empresas
Fusati:
www.fusati.com.br
Suez Water: www.suezwatertechnologies.com
Veolia Water: www.veoliawatertech.com/latam/pt/tecnologias/aquavista/
 

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