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Água

Data da Notícia: 14/2/2012
Fonte: ACS Caern

Nova Portaria do Ministério da Saúde atualiza regras para exames



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Felipe Araújo – ACS Caern

Nas últimas décadas, vários estudos a respeito da qualidade da água foram realizados, avaliando a composição química e características físicas e biológicas do líquido. De tempos em tempos, a legislação que rege questões como qualidade e potabilidade da água trazem novidades. É o caso da Portaria 2.914, publicada em 12 de dezembro de 2011, do Ministério da Saúde, que consiste numa revisão da Portaria MS nº 518/2004 e se aplica à água destinada ao consumo humano proveniente de sistema e solução alternativa de abastecimento de água. Nela, algumas alterações foram feitas, como, por exemplo, a adição do níquel na tabela de compostos inorgânicos. Outro aspecto relevante é o tempo de contato mínimo (minutos) a ser observado para a desinfecção da água, levando em consideração a concentração do cloro residual livre, com a temperatura e o pH.

Constantemente, métodos de tratamento são pesquisados para tornar a água própria para o consumo e livre de riscos à saúde causados, principalmente, por doenças de veiculação hídrica, isto é, doenças causadas por substâncias que não fazem parte da composição da água. O gerente de Qualidade da Água e Meio Ambiente da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), o químico industrial Afonso Holanda, lembra que a Companhia analisa constantemente os aspectos químicos, físicos e microbiológicos da água, visando atender ao padrão de potabilidade estabelecido pela nova Portaria.

No ano passado, cerca de três mil ensaios em amostras de água de todo o Estado foram realizados pelo Laboratório de Monitoramento da Qualidade da Água da empresa. Entres os parâmetros analisados estão: cor aparente, pH, turbidez, cloro residual e coliformes. O mais visível deles é a cor aparente. É um fator que diz respeito às substâncias dissolvidas e em suspensão no líquido. Segundo a Portaria 2914/2011, a periodicidade para esse tipo de análise varia de acordo com o tipo de manancial que abastece o sistema. Para os superficiais, que são os casos de rios e lagoas, o ensaio deve ser feito a cada duas horas, na saída do tratamento. Já para os subterrâneos, como é o caso dos poços, a frequência deve ser semanal.

Outro fator que a Caern analisa é o índice de pH, ou Potencial Hidrogeniônico. Tal medida está relacionada com a quantidade de íons de hidrogênio livres na solução aquosa, indicando o grau de acidez, neutralidade e basicidade de determinada solução. Quanto maior o valor de pH, menos ácido é o líquido: enquanto o ácido gástrico, responsável pela digestão dos alimentos no estômago, possui um índice de pH entre 1,0 e 3,0, o do leite está entre 6,3 e 6,6, por exemplo.

A Portaria 2914/2011 recomenda que o nível do pH da água a ser distribuída deve permanecer entre 6,0 e 9,5. Acima ou abaixo disso, pode haver problemas nas tubulações, como corrosão, quando o pH é muito baixo, ou incrustação por formação de depósitos calcários nas instalações, para águas com pH muito alto. Águas com pH alto (com índice maior que 9,5) podem também estar associadas à proliferação de algas e à presença de efluentes industriais. Sendo assim, controlar o pH é importante não apenas para um desempenho adequado em processos de tratamento de água, mas também para a manutenção das condições dos equipamentos e tubulações do sistema de distribuição.


Clique aqui  e entenda os índices de Turbidez e Cloro Residual.



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