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TAE - Resinas de troca iônica proporcionam economia e eficácia no tratamento de água
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Edição Nº 36 - abril/maio de 2017 - Ano VI

Resinas de troca iônica proporcionam economia e eficácia no tratamento de água

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por Suzana Sakai

 

Com vantagens técnicas e econômicas, as resinas de troca iônica são soluções essenciais para o tratamento de água e efluentes. A tecnologia pode ser utilizada em diversas situações como desmineralização e abrandamento de água, síntese e catálise química, purificação de salmoura, entre muitas outras.
Basicamente, as resinas de troca iônica são produtos sintéticos, que promovem a purificação da água a nível químico. A tecnologia consiste em substituir os íons que prejudicam os processos desenvolvidos nas Estações de Tratamento de Água (ETA) por íons que não comprometem os equipamentos. “Resinas de troca iônica são essenciais para a remoção de íons que comprometem a utilização de equipamentos industriais que utilizam água. Como o próprio nome do produto se refere, as resinas de troca iônica são responsáveis por trocar íons que são prejudiciais a processos industriais por íons benéficos e/ou que não comprometem a utilização de equipamentos”, explica o engenheiro químico da Purolite, Rafael de Castro Fortes.
Em comparação a outras tecnologias, as resinas de troca iônica geram menos efluentes e utilizam os produtos químicos mais econômicos em sua manutenção. Entretanto, a grande vantagem desse produto está na segurança que ele traz aos procedimentos. No caso das caldeiras de alta pressão, por exemplo, a tecnologia ajuda a evitar grandes danos no processo. Isso porque, águas de caldeiras não podem ter cálcio e magnésio (dureza), que poderiam entupir a tubulação e causar graves acidentes como uma explosão.

Tipos de resinas
As resinas de troca iônica podem ser catiônicas, aniônicas, mistas, adsortivas, seletivas ou catalíticas. O que difere cada tipo de resina é o sítio ativo dos produtos. “As resinas de troca iônica são um Copolímero de Estireno e Di-Vinil-Benzeno na forma de esferas com diâmetro entre 0,3 e 1,2 mm (existem opções uniformes). Os grupos funcionais associados à base do copolímero definem sua característica de troca”, destaca Rafael.
Por exemplo, se o grupo funcional é negativo então a resina captura íons positivos. Nestes casos, são utilizadas as resinas de troca iônica catiônicas. “O Ácido Sulfônico ao ser inserido dá à resina característica fortemente ácida, sendo capaz de remover todos os cátions”, explica Rafael. Já as resinas que capturam íons negativos são chamadas de aniônicas. “O Quaternário de Amônio produz a resina fortemente básica, com capacidade para remover todos os ânions. As Aminas Terciárias produzem resinas fracamente básicas e remove ânions de ácidos fortes como H2 SO4 e HCl”, afirma Rafael.
As resinas mista ...





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