REVISTA TAE - Reservatórios do Paraíba do Sul e Jaguari mantêm defluência mínima reduzida

Esta notícia já foi visualizada 10737 vezes.

Reservatórios do Paraíba do Sul e Jaguari mantêm defluência mínima reduzida

Data:03/10/2016- Fonte:Agência Nacional de Águas (ANA)

A redução temporária do limite mínimo à barragem de Santa Cecília, no rio Paraíba do Sul, para 110m³/s será mantida até 30 de novembro. Esta determinação consta da Resolução nº 1.188/2016, da Agência Nacional de Águas (ANA), publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 30 de setembro. Esta vazão mínima vem sendo adotada desde a Resolução ANA nº 145/2015, de 2 de março de 2015. Acesse aqui a página sobre o Paraíba do Sul.
 
O objetivo da medida é preservar os estoques de água disponíveis no reservatório equivalente da bacia do Paraíba do Sul – composto pelas represas de Paraibuna, Santa Branca, Jaguari e Funil. Desde maio de 2014, a ANA vem autorizando reduções da vazão mínima na Estação Elevatória de Santa Cecília, que normalmente é de 190m³/s, segundo a Resolução ANA nº 211/2003.
 
A decisão considerou a importância da bacia hidrográfica do Paraíba do Sul para o abastecimento de várias cidades, como as da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Também foram consideradas as discussões ocorridas durante a 11ª Reunião do Grupo de Trabalho Permanente de Acompanhamento da Operação Hidráulica na Bacia do Paraíba do Sul (GTAOH) do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (CEIVAP), realizada em 28 de setembro.
 
A Resolução ANA nº 1.188/2016 também mantém a redução temporária da descarga a jusante (rio abaixo) dos reservatórios de Paraibuna (SP), Santa Branca (SP) e Funil (RJ); além do reservatório de Jaguari (SP), no rio Jaguari. No caso de Paraibuna, maior barramento do reservatório equivalente do Paraíba do Sul, a vazão mínima permanece em 7m³/s em vez dos 30m³/s em situações de normalidade. Em Santa Branca, o mínimo também segue inalterado: 10m³/s (em vez de 40m³/s). Em Funil e Jaguari as descargas continuam respectivamente nos patamares de 60 e 4 m³/s (em vez de 80 e 10m³/s).
 
A redução de vazão será acompanhada de avaliações periódicas dos impactos da medida sobre os diversos usos da água na bacia, que deverão observar: a partição da diminuição de vazão que fluirá a jusante (abaixo) da barragem de Santa Cecília e da vazão de bombeamento para o rio Guandu. Estas análises serão feitas pela ANA, pelo ONS e pelos governos dos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. O CEIVAP e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Guandu darão apoio às avaliações.
 
As concessionárias responsáveis pela operação dos reservatórios deverão promover ampla divulgação, sobretudo nas cidades ribeirinhas, das reduções de vazão a serem praticadas.
 
Histórico das reduções
   
Desde maio de 2014, a ANA vem autorizando reduções da vazão limite na barragem de Santa Cecília, que passou de 190 para 173m³/s. Desde então, outras resoluções foram publicadas autorizando novas reduções, passando por 165m³/s (em julho) e 160m³/s (em setembro) até o patamar de 140m³/s, que vinha sendo adotado desde dezembro de 2014. Em março de 2015, passou a valer a vazão mínima de 110m³/s, que foi prorrogada pelas Resoluções ANA nº 714/2015, 1.204/2015, 65/2016, 288/2016, 561/2016 e 1188/2016.
 
A bacia do Paraíba do Sul
 
A bacia do rio Paraíba do Sul tem uma área de aproximadamente 62.074km² e abrange 184 municípios, sendo 88 em Minas Gerais, 57 no Rio de Janeiro e 39 em São Paulo. O rio Paraíba do Sul resulta da confluência dos rios Paraibuna e Paraitinga, que nascem no Estado de São Paulo, a 1.800 metros de altitude. O curso d’água percorre 1.150km, passando por Minas, até desaguar no Oceano Atlântico em São João da Barra (RJ). Os principais usos da água na bacia são: abastecimento, diluição de esgotos, irrigação e geração de energia hidrelétrica. Saiba mais sobre a bacia do Paraíba do Sul.

Texto:Raylton Alves - ASCOM/ANA
Foto: Zig Koch / Banco de Imagens ANA

+ Saiba Mais

Comentários desta notícia

Publicidade